Sou uma ferida que lateja,
Sem força para cicatrizar.
Sou uma chaga aberta,
Escorrendo vida comprimida.
Sou um coração escorchado,
Esfolado pelas ásperas mãos.
Sou uma dor silenciosa,
Que grita ao absurdo.
Sou a mácula de Adão,
Atraído pelo odor da maçã.
Sou a úlcera da alma,
Que cresce ao som da morte.
Sou a cárie dos ossos,
Que vacila ao caminhar.
Sem força para cicatrizar.
Sou uma chaga aberta,
Escorrendo vida comprimida.
Sou um coração escorchado,
Esfolado pelas ásperas mãos.
Sou uma dor silenciosa,
Que grita ao absurdo.
Sou a mácula de Adão,
Atraído pelo odor da maçã.
Sou a úlcera da alma,
Que cresce ao som da morte.
Sou a cárie dos ossos,
Que vacila ao caminhar.
Matheus A. Ramos

Comentários
Postar um comentário